Vinil Aracy De Almeida - Samba E Aracy De Almeida (1966 / Elenco / LP Transparente Translúcido)
Aracy de Almeida – Samba é Aracy de Almeida (1966)
Este foi o penúltimo LP de Aracy de Almeida, de uma longa, intensa e influente carreira fonográfica de sambista, começada em 1934, gravando 165 discos de 78 rotações e que, a partir de 1968, conjugaria com outra que lhe daria mais fama na maturidade, a de jurada mal humorada e espirituosa em programas de calouros de televisão.
Capitaneada por Aloysio de Oliveira para seu selo Elenco, a cantora registrou dois discos ali, um coletivo ao vivo na boate Zum Zum, com Billy Blanco e Sergio Porto, e outro solo mesmo, ambos lançados em 1966. Neste último, reeditado em vinil pela Universal Music, claramente, o objetivo pareceu ser o resgate de pérolas da época do seu auge. Para começar quatro sambas que ela teve a primazia de lançar. De Noel rosa, “Três apitos” (cuja gravação original foi dela, em 1951, ou seja, 14 anos após a morte do compositor), Hervê Cordovil (“Tem pena de mim”, que lançou naquele mesmo ano de 1951), de ambos (“Triste cuíca”, de 1935) e de Wilson Batista e Haroldo Lobo – dois dos autores mais constantes em sua discografia ao lado de Noel, “Sabotagem no morro”, registrada por ela originalmente em 1945.
Das que Aracy nunca havia gravado, temos dois sambas de Assis Valente, “Cansado de sambar” e “Mangueira”, ambos lançados pelo Bando da Lua em 1935. Vale lembrar que Aloysio de Oliveira, produtor do álbum, foi integrante deste grupo entre os anos 1930 e 50, e com certeza sua mão pesou na escolha desse repertório. Houve ainda um terceiro samba lançado pelo seu grupo (em 1940) recrutado para este LP, “Ora ora”, de Almanir Grego e Gomes Filho. Por fim, do craque Ary Barroso, mais duas pérolas, “É mentira, oi” (lançada por Silvio Caldas em 1932) e “Não sou manivela” (pela obscura Diamantina Gomes, em 1953). Soma-se a essas, uma única de uma dupla de autores mais contemporâneos da época desse álbum, que estavam despontando numa carreira que provaria ser de imenso sucesso: “Batucada surgiu”, dos irmãos Marcos e Paulo Sérgio Valle.
Nesse álbum, Aracy foi acompanhada por Roberto Menescal (violão), Ugo Marotta (piano e órgão) – ambos também responsáveis pelos arranjos –, Alpheo Barroso Neto (bateria), Sergio Barroso (contrabaixo), mestre Marçal (percussão), Copinha (flauta), Laerte Gomes de Alcântara (sax alto e clarinete) e ainda do coro de Aloysio de Oliveira, Menescal, Ugo e Laerte.
Lado A
1. Triste cuíca (Noel Rosa/Hervé Cordovil)
2. Cansado de sambar (Assis Valente)
3. É mentira, oi (Ary Barroso)
4. Sabotagem no morro (Wilson Batista/Haroldo Lobo)
5. Batucada surgiu (Marcos Valle/Paulo Sérgio Valle)
Lado B
1. Mangueira (Assis Valente/Zequinha Reis)
2. Tem pena de mim (Hervé Cordovil)
3. Ora ora (Almanir Grego/Gomes Filho)
4. Não sou manivela (Ary Barroso)
5. Três apitos (Noel Rosa)